quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Lâmina

Leio no brilho do teu olho
Meu corpo - dado como morto-
Re-nascido.

Escrevo na folha do teu corpo
Meu nome - antes sem voz nem paz-
Re-citado.

Calado e inteiro ao teu lado
Te ofereço a face
Te estendo a mão
E estou ao alcance da tua alma.

Calma, eu posso te ver em mim
E me ver em ti:
Corpo e Alma:
Reflexos, ecos, pedaços completos:
Amor.
(Quadrívio. São Paulo: Plêiade, 1997. p.25.)

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