segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Você é...



Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reivindica  o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

Martha Medeiros

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Acabou. Chega de falsas promessas, um dia diz sim, outro dia diz não. Acabou. Já coloquei todas as coisas que você me deu em uma caixa, o lixeiro levará esta noite. Vou guardar apenas as boas lembranças. O que tivemos no início foi lindo, e a história não se perderá no tempo. O restante fica como aprendizado.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sétima série


Se estivéssemos na sétima série, provavelmente eu iria te falar que gostava de você, eu iria arriscar, ver se teria uma chance com você. Se a resposta fosse "sim", eu ficaria muito feliz e com friozinho no estômago, imaginando como seria o nosso primeiro beijo. Se a resposta fosse "não", eu choraria bastante (em casa, jamais na sua frente), acharia que tudo estava perdido, faria o que você quisesse para gostar de mim. Até perceber que não valeria a pena e deixaria para lá.
Mas nós não estamos na sétima série, e eu não estou disposta a arriscar tudo, arriscar a nossa amizade que é tão valiosa e todos os nossos momentos. Seria um martírio se eu abrisse o meu coração e tudo desse errado. Mas, talvez, seria perfeito se tudo desse certo. Mas eu não ando otimista para relacionamentos, e se um dia nós terminássemos, provavelmente eu me arrependeria de ter arriscado a nossa amizade, principalmente se não fossemos mais amigos após o fim do relacionamento.
Com o tempo a gente começa a ficar mais cauteloso...