terça-feira, 23 de abril de 2013

Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz


Passarinho na janela,
pijama de flanela,
brigadeiro na panela.

Gato andando no telhado,
cheirinho de mato molhado,
disco antigo sem chiado.

Pão quentinho de manhã,
drops de hortelã,
grito do Tarzan.

Tirar a sorte no osso,
jogar pedrinha no poço,
um cachecol no pescoço.

Papagaio que conversa,
pisar em tapete persa,
eu te amo e vice-versa.

Vaga-lume aceso na mão,
dias quentes de verão,
descer pelo corrimão.

Almoço de domingo,
revoada de flamingo,
herói que fuma cachimbo.

Anãozinho de jardim,
lacinho de cetim,
terminar o livro assim.

 - Otávio Roth

domingo, 7 de abril de 2013

"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira. 
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração."

William Shakespeare

sábado, 6 de abril de 2013



"Eu ia dizer que te amo
E você me disse que não acredita em "amor"
Que amor não existe."

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Apenas a Língua Portuguesa nos permite escrever isso

 “ Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu   para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

  Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém  personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir  permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou   pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam   plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos,   preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras   pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque   pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada,   provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo   passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
  Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos,   procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos,    perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir   pintando, porém, pretas previsões passavam pelo   pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por   pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente!
  Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque   pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos   portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto,   porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo   progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos   pais, porém, Papai Procópio partira para Província.   Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir   permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando   pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido   pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão   principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço   proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém,   praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente   prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu   Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo,   poderei procurar profissão própria para poder provar   perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
  Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar,   procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois   pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão   perfeita: pedreiro! Passando pela ponte  precisaram pescar   para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram   peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram   pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima,   pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo   Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai   Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro   profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém  prometeu pagar pequena parcela para Péricles   profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo  pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar   prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
  Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.
  Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela   paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.”