sábado, 27 de agosto de 2016

Acordei com aquela leve ansiedade, uma velha conhecida minha, a ansiedade que sinto todas as vezes que vou encontrá-lo. Dessa vez preciso me controlar o dia inteiro, vamos nos encontrar no fim da tarde.
Incrível como uma onda de tranquilidade passa dele pra mim, um abraço e meu coração se acalma, uma nuvem de preocupações e problemas voam para longe.
Fomos ao cinema, assistimos ao mais novo filme do Woody Allen, o clima estava muito agradável e o filme tinha todo aquele ar antigo.
Ele disse que não gostou do final do filme, disse que queria que o casal principal ficasse junto. Eu gostei e disse que talvez tenha sido melhor assim, pois deixa o filme mais realista.
Tem uma música que eu gosto muito e nessa noite consegui sentir o significado dela de outra forma: sinto o amor, quando estou com você, ao mesmo tempo que a esperança está bem próxima, mostrando-se quando sua mão esbarra na minha e meu coração quase salta pela boca achando que você vai segurá-la; e miséria, sim, quando estamos nos despedindo, quando não vamos embora juntos, quando estamos longe e dias sem se falar... Love, hope and misery, juntos, não como fases esperando um acabar para outro começar.
Agora volto pra casa e não vou ouvir música, não posso arriscar deixar o aleatório me pregar uma peça e tocar músicas que me farão chorar, pois o copo está quase transbordando e uma lágrima chamaria várias para descer pelo meu rosto.
Vou manter meu pensamento aquecido e calmo dentro do seu abraço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário